sábado, 22 de agosto de 2015

O camelo e o buraco da agulha

Muitos já devem ter escutado o ditado "É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus."
Image courtesy of pakorn at FreeDigitalPhotos.net
Pois bem, vamos analisar isto, do ponto de vista do momento histórico e geográfico original da expressão.

Aproximadamente 20 séculos atrás, quando esta frase surgiu, o mundo era outro. A sociedade era outra, e a vida nos aglomerados de habitações e pessoas que hoje são as cidades, era bem diferente.

Do ponto de vista geográfico estamos falando da região da Mesopotâmia, nos dias atuais uma região que cobre os países da Turquia, Síria, Irâ e Iraque, basicamente. Uma região que era habitada majoritariamente por judeus.

Naquele tempo as cidades eram cercadas por grandes muros, e os portões principais eram completamente fechados as 18 horas, pois para os judeus daquele tempo o dia se estendia das 6 às 18 horas. Caso alguém não tivesse retornado à cidade após este horário, precisa entrar por algum dos buracos que existiam pelo muro, que eram chamados de "buracos de agulha". Para uma pessoa, atravessar estes buracos não era fácil, mas era possível. Naquela época o camelo era considerado uma riqueza, um grande tesouro.  E deixar um camelo para fora da cidade significava deixar o seu patrimônio sujeito a ser roubado. Fazer um camelo passar por um daqueles "buracos de agulha " definitivamente não era tarefa para amadores.

Fazendo uma analogia pode-se concluir que o que esta passagem bíblica quer dizer é que é um rico que se apega demais aos bens materiais teria muita dificuldade para entrar no paraíso.

Veja, não quer dizer que os ricos não vão para o paraíso! E ainda mais, muito difícil não quer dizer impossível. 

Baseado nisso, vamos parar de repetir frases (ainda que bíblicas) que transmitem ideias errôneas, que com isso vamos libertar nossas mentes de crenças limitantes que nos impedem de ter sucesso!

Adaptado do livro: Como pagar as contas com a mente, de Jamil Albuquerque e Edgard Moreira.

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