quarta-feira, 22 de abril de 2015

Dia 23

Outro dia meu pai chegou com um livro, já antigo, e de um autor meu velho conhecido. Ele me pediu que lesse uma das crônicas, pois tinha gostado muito, e achou que eu ia gostar também. Eu olhei para o livro, olhei para ele, meio desanimado, e disse que ia tentar, pois não estava nem conseguindo dormir ultimamente, então não sabia se ia conseguir. Enrolei por uma semana, e depois que li algumas crônicas vi que ele estava certo, o livro é realmente muito interessante, e só aumentou a minha admiração pelo autor.

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Alguns dias depois eu fiz uma observação prática do trecho que reproduzo abaixo. Um dos meus trabalhos hoje é com vendas. Vendas de produtos de um tipo que eu nunca havia imaginado trabalhar: Cosméticos. E dentre os produtos mais vendidos estão perfumes. Eu sempre gostei de perfumes, mas... pasmem: nunca havia comprado sequer um. Todos que tenho eu havia ganhado de alguém. Então comprar perfumes (além de vender) também não estava na minha programação mental. E mesmo sabendo que os preços de bons perfumes são altos, e sabendo que os perfumes que eu vendo são pelo menos 60% mais baratos que os concorrentes, eu ainda tinha o sentimento de que eram caros. E todo mundo que eu oferecia perfumes dizia o mesmo! Mas a minha esposa, e muitos outros amigos e parceiros de negócio diziam que não, que são baratos! Mas eu não conseguia vender nenhum! Enquanto eu achei que os perfumes eram caros eu não vendi nada. Como num passe de mágica, a partir do momento que passei a acreditar que são baratos, com convicção, eu comecei a vender. E com facilidade! 

"Segundo os filósofos, aquilo em que um homem acredita, acaba sendo a sua realidade. Durante anos eu disse que não era mecânico e não era mecânico. Ao dizer que não sabia sequer distinguir uma ferramenta de outra, fechava-se as portas de um mundo de luz. Tinha de haver alguém para consertar os meus aviões para que eu pudesse voar. 

Ai, comprei um louco e velho biplano, com um motor circular e demodê no focinho, e não demorei a descobrir que aquele motor, não ia tolerar um piloto que não soubesse nada sobre a personalidade de um Wright de 175 cavalos, ou algo sobre reparos em estruturas de madeira e tela encerada. 

Foi assim que aconteceu a coisa mais estranha de toda a minha vida... mudei de maneira de pensar. Aprendi a mecânica dos aviões. 

O que todo o mundo sabia há muito tempo, para mim foi como uma aventura. Por exemplo, um motor aberto e espalhado sobre uma bancada, é apenas uma coleção de peças de formas diferentes, apenas ferro frio. Não obstante, essas mesmas peças, reunidas e montadas numa fria fuselagem, transformam-se num novo ser, numa escultura acabada numa forma de arte digna de qualquer galeria. E, como nenhuma outra escultura na história da arte, o motor e a fuselagem criam vida da mão do piloto e unem a sua vida à dele. Separados, o ferro, a madeira, o pano e os homens estão presos ao solo. Juntos, podem se erguer no céu, explorar lugares onde nenhum de nós já esteve. Foi, para mim, uma surpresa aprender isso, pois sempre julgara que mecânica se resumia a metal partido e pragas em voz baixa."

Richard Bach - O paraíso é uma questão pessoal

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Dia 22

É, eu não tenho conseguido mantar o ritmo de escrever todos os dias, mas importantes passos tem sido dados nos últimos dias em direção ao meu sucesso e independência financeira. 

Hoje vou escrever sobre a  razão pela qual alguém deseja empreender. O desejo de empreender é motivado pelo desejo da mudança, não necessariamente por conta de uma insatisfação (embora o seja na sua maioria). Ah, então ficou fácil, não é? Não, não ficou. Pois identificar o desejo de mudança é uma coisa, e realizar a mudança é outra. E o que impede a mudança?

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Entraves, ou bloqueios mentais impedem a mudança que desejamos. Grande parte destes entraves vem do excesso de negativas que recebemos desde a infância, em instruções, objeções e recomendações. Por exemplo: "Não esqueça o casaco." "Não entre com o pé sujo!"  "Não vai acordar seu irmão hein?" Tantas negações tendem a se enraizar profundamente em nosso subconsciente, criando o que pode ser chamado de "não espontâneo" ou "não automático", ou seja, automaticamente algo dentro de nós já se nega a realizar qualquer coisa nova mesmo que o desejemos.

Numa pesquisa livre realizada numa instituição pública de ensino do estado de São Paulo, foi feita a seguinte pergunta:
"Você se acha qualificado para ter uma renda superior a R$ 10.000,00 mensais?"

A maioria dos entrevistados respondeu que não, grande parte por conta da falta de estudos. Gostaria de deixar aqui duas perguntas: Se você não se acha qualificado, quem poderia achar? Escolaridade é igual a qualificação?
Esta resposta foi baseada na imagem que os entrevistados tem deles mesmos. Todo mundo tem uma imagem de si. Essa imagem foi construído ao longo de nossa vida, principalmente na infância. E ela pode nos dizer que somos melhores, mais inteligentes, que nossa família é melhor, e que merecemos o melhor pelo fato de sermos melhores. OU a imagem de um perdedor, de que somos piores, incapazes, e devemos permanecer assim. E qual das duas é o melhor? Eu diria que nenhuma das duas. E o desafio é viver no equilíbrio entre as duas. Mas o medo da mudança da imagem que temos de nós mesmos nos paralisa. 

Existe uma citação que eu gosto muito, acho que é de origem desconhecida, e é a seguinte:
"Tudo aquilo que você quer está do outro lado do medo."

O medo de sermos magoados nessa mudança da própria imagem. Mas é possível nunca ser magoado?

Tomemos por exemplo o mal que cada ser humano sofre desde a infância. É-se magoado pelos próprios pais, psicologicamente; depois magoado na escola, na universidade, através da comparação, através da competição, através de se dizer que tem que se ser excelente nesta matéria, etc. Durante toda a vida existe este processo constante de se ser magoado.”

“As consequências de se ser magoado são a edificação de um muro em torno de si mesmo, afastando-se no relacionamento com os outros para não se ser mais magoado. Nisso há medo e um isolamento gradual.”

J. Krishnamurti

Então a questão não é não ser magoado, e sim como você reage ao ser magoado, uma vez que você vai ser magoado a sua vida inteira.

Por conta de medo e mágoas o ser humano vive numa realidade bem aquém do seu potencial.

“A realidade é que a maior parte das pessoas não atinge o seu pleno potencial, não é bem-sucedida. As pesquisas mostram que 80% dos indivíduos jamais serão financeiramente livres como gostariam e 80% deles nunca se considerarão de fato felizes.”

E como mudar isso? Vou voltar a um ponto que já tratei no Dia 06"Não basta estar no lugar certo na hora certa. Você tem que ser a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa." 
A pessoa certa? "A chave do sucesso é despertar a própria energia, pois isso atrairá as pessoas até você. E, quando elas aparecerem, fature!" 

Como despertar a própria energia? Eu acredito que existam 3 pontos cruciais:
  • Seja humilde
  • Seja ensinável
  • Seja persistente
  1. Seja humilde: Admita que não sabe tudo. Admita que não está pronto, e que talvez nunca esteja. Aceite que você não é o que projeta ser. Acredite que pode vir a ser o que deseja, mas para isso precisa admitir que ainda não o é.
  2. Seja ensinável: Queira ouvir novas ideias. Aceite mudanças em seus pensamentos, seus hábitos e suas crenças. Depois de aceitá-las, haja de acordo com elas, sem se prender aos seus antigos medos.
  3. Seja persistente: Se você fizer a coisa certa pelo tempo certo, não tem como dar errado. Não tome atalhos, não acredite nos que não acreditam. Você não sabe o quanto já despertou da própria energia, não pare, há sempre espaço para mais crescimento!
Porque isso tudo? Acredito que uma ótima explicação é: “O meu mundo interior cria o meu mundo exterior.”

“Dinheiro é resultado, riqueza é resultado, saúde é resultado, doença é resultado, o seu peso é resultado. Vivemos num mundo de causa e efeito.“

Algumas das citações são do livro "Os segredos da mente milionária".

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Dia 21

O Especialista não tem escolhas
O Especialista decidiu ainda na adolescência qual carreira queria seguir. Era um curso com o vestibular concorridíssimo, um dos mais concorridos do país. Mas o Especialista não se importou. Já no segundo ano do ensino médio fazia também cursinho e estudava em casa no período que sobrava. Depois que terminou o ensino médio ele fazia cursinho em um período e estudava nos outros dois. No segundo ano fazendo isso entrou na faculdade. E já começou sendo um dos melhores da turma. Fez iniciação científica, estágios, cursos extra curriculares. Se formou com louvor. Fez especializações numa área ainda mais específica dentro daquele nicho em que já estava. Fez pós graduação, mestrado, doutorado, pós doutorado e cursos fora do país. E foi trabalhando na área, de emprego em emprego cada vez ficando mais bem remunerado, era um Especialista, uma autoridade na área! Escreveu artigos científicos, publicou trabalhos, teses, e até alguns livros. 
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Porém um dia acordou e descobriu que estava de saco cheio de ser Especialista naquilo. Ele estava cansado depois de quase duas décadas estudando e trabalhando na mesma coisa. Então ele quis fazer outra coisa. Se pôs a pensar o que mais ele poderia fazer. Não tinha nem ideia de como achar algo que ele pudesse fazer, afinal de contas ele estava acostumado a só pensar e viver sua vida voltada para aquela mesma coisa. Não sabia pintar uma parede, pois sempre que precisava contratava um pintor. Não sabia trocar uma tomada, cuidar do jardim e nem mesmo conseguia cuidar de seu filho sozinho, pois quem sabia quais as brincadeiras ele gostava, onde estavam suas roupas e de que comida ele gostava era a babá. Pensou e pensou e pensou, e viu que não tinha outra escolha, a não ser começar tudo de novo, Voltando naquele ponto em que decidiu ser um Especialista e decidir alguma outra coisa.

Eu pensei muito sobre o que me fez escolher ter tido vários trabalhos diferentes, em áreas distintas, e ter tido diversas experiências de aprendizado até hoje, e percebi que eu havia desenvolvido uma maneira de pensar, e viver que me permite fazer escolhas. Claro que para eu ter sucesso em algo, eu preciso focar nisso, e me dedicar mais a isso do que qualquer outra atividade. Mas eu gosto de saber que posso escolher no que focar. 

Eis a teoria que desenvolvi: Seja muito bom em duas ou três atividades diferentes. Seja bom em mais umas 3 ou 4. Consiga fazer pelo menos umas 6 ou 7 outras. E conheça o suficiente para não ser enganado em pelo menos mais uma dúzia delas. Isso te possibilita fazer o que mais gosta no momento, ou o que está dando mais retorno. Ou fazer mais de uma atividade. O início do seu sucesso pode estar aí. Você pode ter um emprego em uma área e ser autônomo em outra. Pode melhorar aquilo em que já é bom, e tornar isso uma de suas atividades principais. Fazendo uma ligação com uma postagem de outro dia, isso facilita a você ser uma pessoa muito "de necessidade" e "de desejo" (Dia 10). Mas como conseguir isso? Acima de tudo, seja humilde e ensinável! - amanhã o assunto é esse.

sábado, 11 de abril de 2015

Dia 20

Hoje transcreverei um texto que li um pouco mais cedo (link para o original no final) e veio a calhar para mim, pois estou constantemente postergando a execução de minhas idéias.

Ele perdeu a chance de fundar a Starbucks, Diesel e até a Maria Brigadeiro

Como é bom tirar férias, pensou Metno Ecov enquanto caminhava pelas ruas de Milão em 1975. Já tinha visto as fotos do Duomo, mas nada como ver a catedral ao vivo. Tudo era agradável naquela cidade, das pessoas às cafeterias. Não havia cafeterias daquele jeito nos Estados Unidos, pensava ele. Em Milão, o café era de alta qualidade, o atendimento, atencioso, e era possível ler um livro sem que ninguém o importunasse. Na dúvida entre um cappuccino e um espresso, pensou em abrir um negócio assim. Mas havia muito que fazer. Não ia sair da cidade sem um terno Ermenegildo Zegna, afinal a sede da empresa ficava na cidade. Na loja da marca percebeu que não havia jeans para comprar. E pensando bem, não havia nenhuma marca que comercializasse jeans do tipo ultra premium. Será que não haveria uma oportunidade de negócio aí? – pensou. Nada como sair da rotina para identificar várias oportunidades de negócio! – disse sorrindo ao sair da loja.

As férias acabaram e Ecov voltou à sua rotina no mercado financeiro de Wall Street. Anos depois, leu uma reportagem em que dois italianos, Renzo Rosso e Adriano Goldschmeid, haviam criado uma marca de jeans de alta qualidade. Lembrou-se da sua ideia e sorriu ironicamente. Alguém tinha copiado sua ideia. Mas depois ficou tranquilo, ninguém ia pagar uma fortuna por um jeans de uma marca chamada Diesel. Mais alguns anos e intuitivamente entra em uma cafeteria em Nova Iorque que era uma cópia das cafeterias que tinha visto em Milão. Tudo remetia à Itália. Havia cappuccinos, espressos, macchiatos e lattes. Estava adorando aquilo até ler a história de Howard Schultz, que tinha ido à Milão e se apaixonado pelos cafés italianos. Era a sua história, com a exceção de que Schultz tinha pedido demissão para criar a cafeteria na qual Ecov estava agora. Alguém tinha copiado a sua ideia de novo. Mas ficou tranquilo novamente, o nome também era ruim: Starbucks, o nome de um dos personagens do romance Moby Dick.

Metno Ecov continuou viajando nas férias. Há alguns anos visitou o Brasil. Ficou apaixonado pelo país, principalmente pelo docinho redondo de chocolate granulado cujo nome fazia cócegas na língua quando mencionado. Nos Estados Unidos havia lojas especializadas em cookies, cupcakes, cheesecakes e até só de arroz doce. Por que não criar uma que só vendesse “breegaderros”? De volta à Wall Street, perdeu seu emprego na crise econômica de 2008-2009 e resolveu imigrar para o Brasil. Mas, antes, foi entender como Debbi Fields criou a Mrs Fields, uma rede de lojas que só vende cookies e como o casal Oscar e Evelyn Overton criou a Cheesecake Factory, rede de lojas especializadas em tortas de queijo. Era hora de colocar em prática a sua ideia de uma loja só de brigadeiros, que ele mesmo já sabia como fazer. Qual foi a sua surpresa quando se deparou com a loja da Maria Brigadeiro em São Paulo. Fundada por Juliana Motter em 2007, a empresa vendia milhares de “breegaderros” em dezenas de sabores. Copiaram a minha ideia novamente! – resmungou, enquanto tomava um caramel macchiato na Starbucks na Av. Paulista.

Na verdade, Ecov nunca existiu, mas não é um personagem fictício. Ele existe dentro de nós todas às vezes que temos boas ideias e não as colocamos em prática. Metno Ecov é o nosso fantasma que surge sempre que lemos o seu nome ao contrário.

Suas boas ideias de negócio acontecerão, com ou sem você!

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Dia 19

Quanto é preciso para se montar um negócio de sucesso?

Pééééééén! Pergunta errada!

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Me desculpe a forma, talvez até um pouco rude, mas não é exatamente quanto você vai investir que vai determinar o sucesso (ou insucesso) do seu negócio. Existem inúmeros fatores que vão contar para isso, e o dinheiro disponível não é o primeiro deles. Olha, de supetão, hoje, eu diria que o primeiro é: "Quanto você está disposto?" Você está disposto a trabalhar de segunda a segunda, até a hora que for necessário, apesar do resto da vida continuar, e sabendo que você não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo? Ou você só quer trabalhar de segunda a sexta em horário comercial? Me desculpe de novo, mas vou ser curto e grosso:  Se você escolheu a segunda resposta, faça um currículo e comece a procurar um emprego. Ou faça um concurso. Mas por favor, pelo menos por agora pare com essa ideia de querer montar um negócio de sucesso, especialmente se você já não tiver um ( e que não seja herdado do papai e da mamãe, e que você ainda não caiu na real que está no comando). Eu não estou dizendo que isso é errado. Só digo que nesse caso é melhor você continuar com sua carteira assinada, com suas 40 horas semanais, e com o seu salário fixo. E que seja feliz! De verdade. Uma hora podemos nos encontrar por aí, inclusive no Facebook. Eu curto um comentário seu, você um meu, e a gente fica amigo. Quem sabe a gente se encontra, toma um café e dá uma risada junto. Seria muito legal! Mas empreender não é o seu perfil, ok?
Suponhamos que a segunda opção não foi a sua resposta, então... "O que eu consigo fazer com 5 mil reais?" Não sei, O que você quer fazer? O que você não faria por nada nesse mundo? Você se dedicaria quantas horas por dia (ou por semana) inicialmente? Você quer ter um negócio físico, ou virtual? Produto ou serviço? Aaaaaahhh! Porque você não responde logo, foi uma simples pergunta! Não, não foi. Você sabe o que é uma pergunta fechada? É uma pergunta que só permite um certo número de respostas, ou certas respostas. Por exemplo: Você quer trabalhar somente durante a semana ou poderia se dedicar também aos finais de semana? Isto sim, está mais próximo de uma simples pergunta. E é nesse tipo de  pergunta que você deve pensar ao se indagar sobre qual negócio abrir.

Bom dia a todos!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Dia 18

Nos últimos dias estive divagando um pouco sobre questões menos técnicas relacionadas ao sucesso, mas é porque acredito que o mundo todo, apesar de ser completamente técnico, é também completamente sutil; quem já estudou eletrônica a fundo talvez me dê razão. Ao mesmo tempo que uma onda eletromagnética é uma coisa teoricamente puramente técnica, ela está suscetível a n fatores externos, como meio em que se propaga, temperatura, umidade e interferências dos mais diversos tipos. Abordarei hoje então um ponto de vista com o qual concordo, colocado por alguém que tem cacife para tanto: Roberto Shinyashiki,  um dos palestrantes mais famosos e bem pagos do Brasil, Além de escritor de best-sellers,  médico psiquiatra com pós-graduação em Gestão de Negócios (MBA - USP) e doutor em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo (USP). Roberto também treinou outros nomes conhecidos do público que procura inovação, empreendedorismo e independência financeira, como Gustavo Cerbasi (Casais inteligentes enriquecem juntos), Leila Navarro (A vida não precisa ser tão complicada) e Nizan Guanaes (publicitário - Grupo ABC). Numa série de palestras gratuitas recém lançada um dos temas abordados é:


3 maneiras de se ganhar muito dinheiro
1 - Ajudando os outros a ganhar muito dinheiro. Se você ajudar as pessoas a ganhar dinheiro, você também vai ganhar, é uma consequência natural.
2 - Ajudando os outros a resolverem problemas. Se você não está ganhando o dinheiro que você quer, é porque você não está ajudando as pessoas como você deveria (e poderia).
3 - Ajudando as pessoas a mudar seu estado mental. Pessoas que mudam seu estado mental são mais felizes, pessoas mais felizes são mais criativas, e a criatividade é parte dos pré requisitos para se ter sucesso, logo são pessoas de sucesso também (lembre-se, não se trata aqui somente de sucesso financeiro, cada um tem o a sua ideia de sucesso, neste caso mais especificamente ainda).

No meu ponto de vista, tudo aquilo que você faz para ajudar alguém te ajuda também, e nestes 3 pontos percebe-se isso claramente.

Bom dia a todos!


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Dia 17

Você diz "Não" quando deseja?

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Você já parou para pensar quantas coisas seriam diferentes na sua vida se você fosse mais sincero consigo mesmo e com os outros? Sabe aquele favor que a sua vizinha te pediu, e você não tava nem um pouco a fim, ou pior, que você não podia fazer? Você fez né? E aquele cliente que pediu aquele desconto de 90% no trabalho? E aquele outro que disse que não sabia que tinha que pagar? E aquele amigo que tira um sarro com você, que você tem vontade de sentar a mão na cara?

Calma, não estou dizendo que você não deve fazer nada por ninguém, não dar descontos ou não aceitar brincadeiras. Mas você deve pensar se aquilo que você está aceitando é realmente sincero, ou só conveniente. Você não pode ser a pessoa que contraria a si próprio o tempo todo. Para que outros o respeitem, acima de tudo você deve se respeitar. Se você deixa bem claro que você também tem seus afazeres, suas necessidades e suas vontades, você vai com certeza ser visto com outros olhos. Talvez como alguém maduro, capaz, responsável, confiável. Você precisa saber se impor, e quando escolher aceitar, fazer um favor, dar um desconto, que seja verdadeiro, sincero, e com consciência. E então você conseguirá "terminar" realmente aquilo que fez. Se você fica com aquele sentimento de que fez contrariado, fica remoendo, pensando "e se eu não tivesse feito...", parece que aquilo não acabou realmente. Como você se sente quando tem várias tarefas pela metade? E se você descobrir que tem centenas, talvez milhares delas flutuando na sua memória, no seu subconsciente?

Que tal refletir com total sinceridade na próxima vez em que se deparar com uma situação assim? Depois que eu comecei a fazer isso eu me sinto muito mais leve, e eu percebo que isso também não é uma coisa ruim para as pessoas que pedem, ou perguntam. Parece que elas também ficam aliviadas e felizes com a minha sinceridade. Todo mundo precisa de limites. E nós gostamos de limites, nos faz bem. Defina o seu limite, dentro daquilo que está em jogo naquele momento (mais uma vez, não é para ser inflexível, é para ser sincero) e avise a outra parte qual é esse limite, e quando ele estiver chegando. As coisas, podem ser mais simples, e nós podemos, sim, com essas coisas simples, ter menos problemas. Exerça a sua liberdade.

"A liberdade não é uma filosofia e nem sequer uma idéia; é um movimento da consciência que nos leva, em certos momentos, a pronunciar dois monossílabos: Sim ou Não. Em sua brevidade instantânea, como à luz do relâmpago, desenha-se o signo contraditório da natureza humana."
Octávio Paz, A outra voz

domingo, 5 de abril de 2015

Dia 16

Continuando a falar sobre o que falei por alto no dia 05, quero falar hoje sobre o modo de pensar das pessoas "pobres" e "ricas"(financeiramente), segundo o livro Pai rico, Pai pobre, de Robert Kiyosaki. Em certa parte do livro ele conta que estava tentando descobrir porque certas pessoas são ricas, e outras não, ele descobriu que as pessoas pobres geralmente são ensinadas a pensar de uma certa maneira, enquanto as pessoas ricas são ensinadas a pensar de outra. Veja:

Pai pobre
Pai rico
  • Estude bastante para encontrar uma boa empresa em que você possa trabalhar.
  • Não sou rico porque tenho filhos.
  • Em questões de dinheiro, não se arrisque.
  • Trabalhe para ter benefícios.
  • Poupe.
  • Elabore um ótimo currículo para conseguir um bom emprego.

  • Estude bastante para encontrar uma boa empresa que você possa comprar.
  • Tenho de ser rico por causa de vocês, meus filhos.
  • Aprenda a administrar o risco.
  • Seja inteiramente auto-suficiente financeiramente.
  • Invista.
  • Elabore um ótimo plano financeiro e de negócios para abrir uma boa empresa.
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Embora eu acredite que muitas vezes é necessário fazer coisas de ambas as formas, por exemplo na fase de criação de riqueza, é essencial tanto poupar quanto investir, é clara a diferença no modo de pensar. Enquanto as pessoas pobres são ensinadas a depender de outros para ter, as pessoas ricas são ensinadas a fazer para ter. Enquanto as pessoas pobres são ensinadas a ver uma limitação, as pessoas ricas são ensinadas a ver uma motivação.

Pare e pense o quanto isso pode estar te atrapalhando a alcançar o sucesso. Mesmo que você saiba o que deveria fazer, você foi ensinado que isto é correto? Você tem uma boa relação com o dinheiro? Você fala com seus filhos, ou seus pais sobre isso? Você aprendeu que ser rico é bom, ou que os ricos são ladrões e exploradores? Qual o seu padrão mental?

sábado, 4 de abril de 2015

Dia 15

Hoje estou escrevendo um pouco mais tarde. Geralmente estou escrevendo de madrugada, mas já queria mesmo mudar o horário de fazer isso, e hoje é um dia especial para mim, e eu queria estar bem descansado para escrever.

Há exatos 4 anos atrás, no dia 04 de abril de 2011, a minha vida mudaria para sempre. Eu tinha 27 anos, uma moto, e uma vontade muito grande de viver. Neste dia eu sofri um acidente de moto na estrada, numa barbeiragem grosseira de uma pessoa que vinha na mão contrária, e até hoje eu não sei quem é. Cheguei ao hospital com 70% de chance de morte, e a perna direita destruída. Ela quase foi amputada, mas com a insistência de minha família, e o esforço e a dedicação de um cirurgião e sua equipe ela foi mantida. 

Neste período muita coisa mudou na minha vida, e muita coisa não vai mudar também. Eu fiz 7 cirurgias na perna, fiquei 14 meses com fixador de Ilizarov (gaiola), 2 anos de muletas, tenho uma haste no fêmur, um ligamento cruzado a menos, uma amarração na cabeça da tíbia, limitação de movimentação de joelho a aprox 90º e no total 5 cm a menos na perna direita. Tem mais uma coisa que nunca vai mudar. Desde o meu resgate na estrada, naquele dia, eu não perdi o bom humor. 

Claro que todo o tratamento e cuidados que eu tive durante esse período foram essenciais para minha recuperação (e sou muito grato), mas de nada valeria tudo isso se eu não quisesse, realmente, melhorar. Hoje quem me vê e não presta muita atenção nem nota os 5 cm a mais de sola no meu tênis, pois eu ando normalmente. Eu corro um pouquinho de vez em quando, ando de bicicleta, e apesar de conviver com a dor todos os dias tenho uma vida muito boa!

Hoje, sabe o que eu penso disso tudo? Hoje tenho objetivos mais definidos em minha vida. Tenho metas pessoais, como por exemplo uma que coloquei ainda nos primeiros dias que estava internado no hospital: quero correr a São Silvestre. Vou deixar um legado para meus filhos, e para o mundo. Quero deixar um mundo melhor para as pessoas, e também pessoas melhores para o mundo, e tenho certeza de que estou fazendo a minha parte para isso, e não vou parar. Hoje tenho projetos em curso, juntamente com a minha esposa, que eu tenho certeza que já impactaram a vida de várias pessoas, e ainda vão impactar a vida de centenas, e porque não milhares de pessoas.

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E por maiores e mais distantes que possam parecer as minhas metas, eu não vou escolher me conformar com a situação ou as dificuldade de hoje, ou que possam vir a surgir pelo caminho. Eu não vou me conformar com o que eu não acredito, com o que não acho certo, ou justo. Eu não vou ficar de vítima da situação. Eu vou fazer o melhor de mim, e ajudar quem quiser ser ajudado a fazer o melhor de si. E acordo todo dia pensando: Hoje vai ser um ótimo dia! Quem tá comigo?

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Dia 14

Continuando o que eu falei sobre o que é preciso saber sobre finanças e contabilidade, quero falar hoje sobre um princípio simples e infalível que aprendi como uma das atitudes a ter para se tornar rico: Enriqueça um pouco a cada dia.

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Para que alguém se torne rico, não é suficiente simplesmente não perder dinheiro. Isso pode até não torna-lo pobre, mas definitivamente não o torna rico. Claro que não é uma atitude isolada que o tornará rico, e sim um conjunto delas, mas esta é uma das mais importantes.

Você já tentou fazer uma poupança? Eu já tentei várias vezes. Se você já, e conseguiu, ótimo. Já conseguiu aumentar o valor poupado? A ideia, basicamente é essa. Não estou dizendo para você ir lá correndo abrir uma poupança. Calma. Vamos fazer algumas contas, ok?
Mas antes quero contar que eu descobri uma forma de poupar que pode funcionar para outras pessoas, além de mim. Eu já tentei poupar R$ 100,00 por mês, e não deu certo. Já tentei também R$ 50, e falhei, Resolvi começar de novo, mas dessa vez não poupando por mês, e sim por dia. O impacto de uma poupança diária no seu orçamento diário, que indiscutivelmente é menor que o seu mensal, é percebido como menor, embora seja proporcionalmente igual. Tirar um pouquinho de dinheiro a cada dia da sua carteira e deixar num local específico, esquecendo que ele existe até o final da semana, por exemplo, é então depositando na poupança, é mais fácil de ser feito do que tirar o mesmo valor somado de todos os dias no final do mês.

Vamos às contas:

Se você guardar R$ 10,00 por dia, e aplicar em algo que te ofereça rendimento de 5% ao ano, já descontada a inflação, ao final de 40 anos você terá R$ 456.851,34. Certo, isso não te fará rico, mas me conte qual a sua atitude hoje que garante com o menor risco possível que daqui a 40 anos você terá esse valor na sua conta?

E se você guardar R$ 20,00? Então o resultado será R$ 913.702,69.

Quer ser milionário? Poupe R$ 25,00 por dia. Em 40 anos você terá R$ 1.142.128,36. Se continuar por mais 10 anos terá quase 2 milhões.

Vamos imaginar que hoje você não pode poupar R$ 10,00 por dia. Vamos começar com R$ 2,00? E assim que der você passa para R$ 4,00, e depois para R$ 8,00 e assim por diante.

Claro que depois de isso ter dado certo, você poderá encontrar algo que tenha um rendimento maior, especialmente em prazos mais longos. Mas isto é um segundo passo.

 Escolha um valor e comece hoje! Te desafio a fazer isso.

Dia 13

Quero aproveitar que hoje é dia primeiro de Abril, mais conhecido como dia da mentira, para lembrar que nos negócios, assim como na vida, o sucesso sólido e longevo depende, e muito,  da sua sinceridade e veracidade.

O ano de 2014 foi um ano de muitas mudanças na minha vida. Foi o ano em que me casei (pela segunda vez, porém pela primeira oficialmente); o ano em que comecei mais seriamente do que as várias tentativas anteriores dois negócios próprios, com a minha esposa; e também o ano em que deixei de vez o mercado tradicional de trabalho (leia-se carteira de trabalho, INSS, pseudo estabilidade e direitos trabalhistas).

Eu e minha esposa estamos vivendo os desafios destas decisões, que são muitos, mas um em especial está chamando muito a nossa atenção (e que já comentei aqui anteriormente): Parece que as pessoas não querem trabalhar. Encontram a primeira desculpa que parece adequada para se manterem em suas confortáveis zonas de conforto, mesmo sabendo matematicamente onde podem chegar, quanto podem ganhar, e o que devem fazer para isso. Não, não estou sendo muito exigente. Só peço um pouco de dedicação, foco, determinação. Mas parece que estas palavras estão meio em desuso, sem valor, ou com os significados deturpados. Ninguém quer sair de sua zona de conforto. Mesmo que esse conforto seja literalmente uma zona.

Todos comentam da crise, da situação política, econômica, social. Mas muito poucos se propõem a fazer acontecer uma mudança a partir de si mesmos.

Hoje ouvi de um amigo que um ser humano doente é reflexo de uma sociedade doente. Uma família que tem um filho adicto, por exemplo, está doente, assim como ele. Igualmente doente está o bairro, a cidade, o estado, o país, o mundo.
Ouvi de outro amigo que corruptos somos nós. Todos nós, incluindo eu e você. Pois não importa se você o faz com 10 centavos ou 10 milhões, se é com dinheiro ou com o espaço para estacionar em frente ao escritório, e sim a intenção, a vibração do que você faz.

Por isso volto à ideia com que iniciei este texto:  Sinceridade e verdade estão intimamente ligadas ao sucesso. Portanto, se quer ter sucesso externamente, seja uma pessoa de sucesso também internamente. Seja sincero e verdadeiro com você mesmo. Sempre.

Boa noite, e até amanhã!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Dia 12

Engraçado, conforme os dias vão passando, eu não consigo mais nem pensar em ir dormir sem escrever aqui. Penso que assim também é com qualquer coisa que se queira. Estou passando por isso na prática também nos negócios, quando se faz, e faz, e faz e faz mais, as coisas começam a se encaixar, e vão ficando mais fáceis. Mas tem que ser com alegria, com vontade, por inteiro.

Estamos falando muito da finanças, de ganhar dinheiro, de gastos... e me peguei refletindo:"O que é o básico que todo mundo tem que saber, pra começar a lidar com o dinheiro, de forma mais consciente?"
A resposta veio na lembrança das aulas de contabilidade: A definição de Ativo e Passivo. Lembrei imediatamente de duas coisas: 
  1. O livro "Pai rico, pai pobre". Num dos capítulos, Robert conta como ficou surpreso quando aprendeu de seu pai rico que a única coisa que ele precisava saber era a diferença entre ativos e passivos, e então comprar e administrar os ativos.
  2. O artigo de meu amigo Matheus Amaral no site Estilo é ser livre. Neste artigo é bem clara a diferença entre um e outro, inclusive com um exemplo de uma forma equivocada de pensar. Mas te adianto uma coisa: "Os ricos compram ativos." "As classes média e pobre, compram passivos, mas eles pensam que são ativos." Para fica bem claro:
    Ativos = Dinheiro que entra no seu bolso.
    Passivos = Dinheiro que sai do seu bolso.