sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Será que sonhei? parte I

"Era uma vez um lugarzinho no meio do nada, com sabor de chocolate, e cheiro de terra molhada..." (tá, é a Sandy que canta, junto com o Toquinho, mas eu não tenho nada contra ela)

Parece que foi esses dias... quando visitei pela primeira vez. Acho que era final de 1997. A estrada estava bem poeirenta. Mas tinha uma lagoa.E um trampolim. E dava pra entrar dentro dela de bicicleta!
Nos mudamos num domingo,e o vizinho era meu colega de classe. Na segunda começaram as aulas. A gente morava no meio do caminho. De um lado, cidade. Do outro, fazenda. No mesmo ano nos mudamos para a fazenda.Uma casa grande. Um quintal maior ainda. Um condomínio cheio de lugares pra explorar, a escola e a fazenda, então!
Andar de bicicleta, jogar futebol, ir na lagoa, jogar tênis, aventuras noturnas pelo bambuzal, onde morava o "senhor das trevas".
A maioria das casas não tinha cerca, ou muro. Os condomínios tinham porteiras só para constar.
Havia uma loja, deveras esquisita. Você entra. Não tem ninguém pra te atender. Você compra, anota o que comprou, paga, pega o troco, e vai embora. Ou marca na conta pra pagar no fim do mês.  Isso se for de dia. E se for de noite. E se for de madrugada.

(continua)


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Mentira e verdade, política e... Steiner?

Para se discutir a questáo da escolha verdade/mentira deve se partir do pressuposto que a diferença entre as duas está bem clara. Nessa linha de raciocínio, não há meias verdades.
Há ainda diversos âmbitos em que a questão pode ser abordada. Vejamos inicialmente no âmbito estritamente pessoal.
Diz a moral que deve-se ser sempre sincero e verdadeiro. Eu desconheço, porém, qualquer pessoa que siga estas instruções à risca, pois é fácil imaginar a confusão e a antipatia gerada por alguém se comportando assim o tempo todo. Há portanto, neste âmbito, algo como um senso comum, que classifica e julga o comportamento do indivíduo dentro da escolha verdade/mentira.
Imaginemos agora o âmbito da vida pública. E com essa denominação quero caracterizar toda e qualquer atividade que diga respeito e traga consequências diretas à sociedade em geral, como por exemplo, a política, ou o meio empresarial. Mesmo sendo ela permeada pela vida pessoal, neste âmbito as consequências da escolha são mais abrangentes e acredito que neste caso aquele senso comum usado no âmbito pessoal não se aplique.
Ora, acredito que aqui poderia se ter um bom exemplo da aplicação da "Leis Social Principal", enunciada pelo pensador austríaco Rudolf Steiner, em 1905: "O Bem de uma integralidade formada por pessoas que trabalham em conjunto será tanto maior quanto menos o indivíduo exigir para si os resultados de seu trabalho, ou seja, quanto mais ele ceder esses resultados aos seus co‑laboradores, e quanto mais as suas necessidades forem satisfeitas não por seu próprio trabalho, mas pelo dos outros.”