sábado, 3 de dezembro de 2011

Rede sem fio e fertilidade masculina. Perigo

Recentemente o uso de computadores portáteis conectados a redes sem fio tornou-se corriqueiro, e até mesmo indispensável. Pessoas usando a rede sem fio (Wi-Fi) estão expostas a sinais de rádio , podendo ter parte da anergia transmitida pelo seu corpo. Tá. Isso não é nenhuma novidade.

Computadores portáteis são muitas vezes usados no colo, expondo a área genital tanto a ondas de radiofrequência como a temperaturas elevadas.

Num estudo conduzido por profissionais do Nascentis Centro de Medicina Reprodutiva em Cordoba, Argentina em conjunto com o Eastern Virginia Medical School, Norfolk, Virginia - EUA chegou-se a um resultado de que o uso de Wi-Fi diminui a motilidade dos espermatozóides humanos e aumenta fragmentação do DNA do esperma.

Traduzindo: Motilidade é, literalmente, a capacidade ou facilidade de se mover. praticamente um sinônimo de mobilidade. Fragmentação nesse caso pode ser interpretada como danos no DNA.

Segundo o estudo, homens que ficam muito tempo com notebook no colo conectados na internet via Wi-Fi podem ter problemas de fertilidade.

A - Esquema do experimento. B - Situação esquemática do uso de notebook no colo, próximo aos testículos. C -  Diagrama do estudo in vitro. Os discos de Petri foram colocados a 3cm do notebook. Cada disco de Petri continha 400 ml de esperma imerso em fluido sintético, coberto com óleo mineral para prevenir a evaporação.

Acompanhe:

29 amostras de sêmen foram coletadas de doadores saudáveis depois de um período de 2 a 5 dias de abstinência. As amostras, depois de analisadas e selecionadas, foram imersas em um meio específico para esse tipo de estudo, composto, entre outros, de óleo mineral, e cada uma foi dividida em 2 recipientes (A e B).

Os recipientes B foram posicionados abaixo de um notebook (Toshiba Satellite M305D-S4829) conectado  à internet através de rede sem fio (Wi-Fi, frequência de 2.4 GHz definida pelo IEEE 802.11b), em temperatura ambiente e a uma distância constante de 3cm (distância estimada no uso no colo de uma passoa) do notebook, por um período de 4 horas, durante os quais foram efetuados downloads e uploads constantes, mantendo a rede sem fio em uso constante e ativo.

Os recipientes A foram mantidos em iguais condições de armazenamento, numa sala sem a presença de equipamentos eletrônicos próximos.

Foram feitos testes de intensidade de radiação em notebook usando Wi-Fi, não usando Wi-Fi e sem o uso do notebook. A intensidade da radiação com o uso de Wi-Fi foi de 3 a 4 vezes maior que sem o uso,e de 7 a 15 vezes maior que sem o uso do notebook.

O resultados finais indicam que houve uma diminuição significativa na motilidade progressiva dos espermatozoides, concomitante com o aumento de espermatozóides sem motilidade, quando comparados ao grupo de controle (recipientes A). Além disso houve grande aumento na porcentagem de espermatozóides com DNA danificado, o que, segundo reportagem do UOL, representa que esses pacientes têm três vezes mais riscos de ter algum problema de fertilidade.

O estudo discorre ainda sobre resultados de pesquisas sobre o impacto de ondas de radiofrequência em espermatozóides humanos e em testes realizadas com ratos.

Para quem lê em inglês é um bom material para pesquisa. Os links para a matéria no UOL e para o artigo completo estão abaixo;

Reportagem UOL: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/11/30/usa-o-notebook-no-colo-afeta-fertilidade-de-espermatozoides-diz-estudo.jhtm.

Artigo original: http://download.journals.elsevierhealth.com/pdfs/journals/0015-0282/PIIS0015028211026781.pdf

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