quinta-feira, 17 de novembro de 2011

28 - e seguir viagem

Se a sua internet não é power, coloca o vídeo pra carregar agora. No meio da leitura já deve dar pra assistir (ouvir, na verdade, não tem vídeo)...


Esse aniversário tá diferente. Não estou me sentindo, como todas as vezes anteriores, mais velho. Nem sinto que sei mais coisas, ou estou mais maduro, sábio, ou outro adjetivo deste naipe.

Estou com uma impressão, mas ainda não sei se é isso mesmo. Parece que eu comemoro todos os dias agora como se fossem meu aniversário.

Claro que eu fiquei muito feliz com todos os recados, mensagens, telefonemas... a data é especial. 2.8 Turbo. A lataria tá um pouco afetada, a funilaria é lenta, envolve estrutura, mas disseram que vai ficar zerada. Mas garanto que de motor tá bom. Tá bom, não é o mais econòmico, mas o que você esperava de um 2.8? 20km por litro? Tà longe. (Acho que já da pra apertar o play da música.)

Tá longe. Dez anos atrás eu estava estudando na Industrial. Me preparando pra viajar por 1 ano pra Europa. Parece que foi ontem. 20 anos atrás eu estava em Alto Paraíso de Goiás. Ganhei no meu aniversário de 8 anos uma peça de teatro, na qual eu era o ator principal, e que tinha como história, a vontade da construção de uma praça, naquela cidade que não tinha nenhuma, eu me lembro como se fosse anteontem. E a cidade toda na festa, eu de roupa branca, e sapato brilhando... Tá longe. Minha mãe me contando do dia em que eu nasci. Tá longe.

Mas tá perto. Aqui, dentro da minha cabeça, e do meu coração.

Seguir viagem.

sábado, 5 de novembro de 2011

Considerações sobre a dor III - a revolta do ducentésimo décimo

Continuando a divagar sobre a dor:

Ainda não cheguei a uma tese sobre a origem da dor, e a sua relação com o psicológico, mas tenho algumas observações a fazer:

  • Durante o dia a dor tende a se esconder. Ainda não sei se é o sol, ou se é por turnos de horário.
  • Manifesta-se mais se eu presto atenção nela. Também não sei se é timidez ou exibicionismo.
  • Gosta de atenção especialmente a noite, no horário de dormir, e é bem chegada num analgésico nesse horário.
  • Pode variar sorrateiramente de lugar, maior fanfarrona.
Descobri um jeito de amenizar a dor, aliás, mais de um até eu acho. Quando estou no banho, e estou com dor, mas a perna precisa ser limpa, especialmente em volta dos ferrinhos do Fixador, antes mesmo de começar a aumentar a dor eu me concentro, ao mesmo tempo que me desconcentro, é uma coisa meio doida. Eu penso longe, não em algo definido, mas me desligo um pouco do que está acontecendo, ás vezes pode ser começando a olhar para o céu através da janela, e começo a viajar nele. Eu digo que me concentro porque isso exige um esforço, uma vontade para se fazer. E então eu entro numa espécie de torpor, como se eu estivesse meio bêbado. Meus movimentos, reações e até a fala ficam afetados. Tudo fica mais lento. E a dor parece que fica mais longe. Até demoro um pouco para conseguir voltar ao estado normal.

Outra situação é quando estou fazendo algum esforço físico, por exemplo, na fisioterapia. Principalmente na parte de alongamento, e ganho de movimentação (acho que não é o termo correto...) sinto dor. Tem vez que não é muito. Mas tem vez que nem consigo completar toda a série. Então eu me concentro na dor. Pois nesse momento eu não posso ficar lento, entorpecido. Eu tentei uma vez. E não consegui. Não consigo me desligar da dor, então me ligo nela. Parece que a estou desafiando. Vem que eu tô aqui. Pode vir mais forte, que eu sou mais forte que você. E não me esqueço nem um instante que essa dor quer dizer que estou me recuperando. Ás vezes conto os segundos que dura cada exercício, ou movimento, e quando não aguento mesmo peço água. 

Ah, e o ducentésimo décimo veio no meu peito, com os dois pés. O dia. 7 meses. Que venham mais 7, ou 8, ou quantos forem necessários. Vem que eu tô aqui.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Argila, Açúcar, Babosa, Calêndula, Kollagenase e outros

Todos esses do título eu já usei na minha perna durante esses quase 7 meses. O que mais? Huuum... Fitoterápicos chineses, Dersani...e muuuita água e sabonete. Sabe que eu acho que o que mais teve efeito cicatrizante foram açúcar e argila? Para os corajosos estou colocando uma série de fotos (na página Fotos) desde abril até agora, só da parte que ficou agora quase 210 dias aberta... Agora mesmo estou com uma compressa de argila com óleo de Melaleuca. Isso cheira bem, e tá fazendo um bem danado!