segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Palavras

Ao acaso. Palavras. Resolvi escrever o que der na telha. Alguém quer um gole de café? Café essa hora da noite? Pois é. Tem louco pra tudo, e de perto ninguém é normal. A Aina, minha irmã mais velha, tinha uma camiseta com essa frase. Eu li isso a primeira vez quando tinha uns 11 anos. E nunca mais esqueci. Saber que de louco todo mundo tem um pouco. E não julgar. Porque de perto ninguém é normal. Nem você que está lendo. Nem eu. Muuuito menos eu. E nem quero. Quero ser louco, e estou bem assim. Como já disseram Arnaldo Babtista e Rita Lee:

"Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz"

Eu bebo o meu café. E ele me dá sono. A chuva no telhado. Ela é tão gentil. A sombra do meu dedo torto. Torto. As cortinas são lilás. Combinam com a gentileza da chuva. Olho para  luz. A luz. É tão fulgaz. Ela não é como a escuridão. A escuridão parece ser eterna. Tente guardar uma caixa de luz. E uma de escuridão? Qual é mais fácil?

Eu me escapo de mim, e me trago de volta. Vou com o vapor do café. Volto com a fé. Não é que eu escrevi realmente o que está dando na telha? E é a chuva. Affe, isso não teve graça. Mas são só meus pensamentos, meus momentos, movimentos dos meus dedos no teclado. Inclusive o meu dedo torto. Momentos.

Ao acaso.

Um comentário:

solange disse...

... mais louco é quem me diz
e não é feliz
não é feliz...

Boa noite! :)