sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quer um avião? Imprima um!!

No dia 23 de maio eu postei um texto com o seguinte título: Quer um carro? Imprima um. Pois bem, hoje, li no site da Info a seguinte notícia:
1 º avião impresso decola no Reino Unido
Eita porra! E eu que achei que estava exagerando ao falar do carro!! Veja o texto na íntegra:

São Paulo- Os engenheiros da Universidade de Southampton, no Reino Unido, conseguiram, pela primeira vez, fazer voar um avião fabricado em uma impressora 3D.

À parte do motor elétrico, todos os componentes da aeronave foram fabricados em uma EOS EOSINT P730, máquina que cria objetos plásticos ou metálicos depositando materiais de camada em camada.
Até mesmo as asas, com envergadura de 2 metros, foram feita na máquina 3D. As partes podem ser montadas sem o uso de ferramentas, por meio de encaixes projetados e desenhados pelos lasers da impressora.

Chamado de SULSA (Southampton University Laser Sintered Aircraft), possui uma velocidade máxima de 160 km/h, um piloto automático e, por ser elétrico, realiza um voo bastante silencioso.

Apesar de ser um avião não-tripulado, ele é uma demonstração de como as impressoras podem mudar os processos de fabricação no futuro. Graças aos lasers, elas podem criar estruturas complexas, com recortes que seriam muito caros em processos de fabricação normal.

A ideia do projeto é mostrar que aeronaves mais complexas podem ser fabricadas em um dia, sem a necessidade de ferramentas.

E aí, vamos comprar uma impressora dessa???

fonte:http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/primeiro-aviao-impresso-decola-no-ru-29072011-6.shl

domingo, 24 de julho de 2011

Considerações sobre a dor

Ontem li uma matéria no "How stuff works" sobre a dor, e a percepção de dor nos homens e nas mulheres. Você sabia que durante muito tempo novas drogas eram testadas somente em homens? Era para evitar problemas que pudessem afetar o desenvolvimento dos bebês. Mas então descobriu-se que as drogas tem efeitos diferentes no homem e na mulher. (Agora são testadas em todos).
Descobriu-se que os homens e as mulheres têm tolerâncias diferentes a diferentes tipos de dor. Isso não quer dizer que seja verdade aquela crença de que as mulheres suportam mais a dor. Uma das teorias diz que o que ocorre geralmente é que o homem é mais resistente a dores de origens externas (ao corpo. Por exemplo, uma queimadura). Já as mulheres são mais fortes em relação a dores internas, por exemplo, uma cólica.
Eu já tinha algumaas considerações e/ou perguntas sobre o tema, que acho que seriam dignas de serem colocadas.
  • Será que existe um limite para a dor?
  • Será que esse suposto limite varia?
  • Será que podemos controlar o nível de dor?
  • Dor pode ser psicológica?
  • Quanto da dor é gerada por fatores psicológicos e quanto por fatores físicos?
Depois de toda a dor que passei e ainda estou passando nesse período da minha vida acho que posso dizer que estou aprendendo algumas coisas sobre a dor.
A primeira coisa que posso dizer é que parece que agora que eu conheço uma "grande" dor, as dores menores não me assustam tanto. Diria que estou menos reclamão.
Vou dar uma pesquisada para ver se consigo melhorar as idéias que tenho até agora sobre essas questões que levantei acima. E continuo com as minhas considerações no próximo post!
Hasta!

terça-feira, 19 de julho de 2011

um passo depois do outro...


Quero aproveitar para publicar aqui os meus agradecimentos à todos que têm me ajudado e me apoiado, desde o princípio. Principalmente a minha família. Obrigado Mãe, Pai, Aina, Maíra, Ísis, Renata, Marawê e Giullia!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

94 dias - só uma muleta

Hoje pela manhã eu estava dando uma volta de muletas pelo quintal e quando apoiei a muleta que estava no meu braço direito senti que a borracha que fica na ponta havia sido cortada pelo cano de alumínio. Na hora pensei "putz, que droga! Agora vou ter que arrumar uma nova ponta..." Olhei e percebi que estava certo, e já fiquei pensando que teria que tomar muito cuidado para não escorregar.
Na parte da tarde fui até a cozinha e realmente a muleta escorregou duas vezes e eu não fiquei nada contente, pensando "ixe, vou ter q arrumar uma nova borracha amanhã, nossa... já pensou na hora de sair do banheiro depois do banho? Aiaiai..."
Decidi dar mais uma volta no jardim, dessa vez de tênis, para colocar um pouco o pé no chão.
Fui andando e ouvindo o barulho do alúminio pelo caminho de cimento. Depois de andar alguns passos me veio um pensamento novo: "Ei, e se isso for como um sinal pra eu andar só com uma muleta?" Resolvi tentar.
Não vou dizer que não dá medo. E dói também. Mas tinha que tentar. Na primeira tentativa eu não consegui. Mas percebi que o medo ainda estava me segurando. Tentei de novo. Foi um pouco melhor,mas ainda pensei que não ia conseguir. Mais uma vez. E dessa vez foi!! Dei um passo, e mais um e mais outro. Eu não me aguentava de felicidade. Algumas lágrimas escorreram dos meus olhos, se eu pudesse pularia para comemorar, como quando um jogador de futebol faz um gol.
E não é que a muleta estava mesmo me dizendo pra eu tentar? Que bom que a borracha se estragou!!


cabeça de dura quem não canta uma careta

sábado, 2 de julho de 2011

final - planos, de repente

Como eu disse no post anterior, eu estava começando a perceber que as coisas que eu tinha planejado iriam mudar, mas ainda não tão conscientemente.
Toda hora vinha algum médico diferente me examinar e perguntar onde eu estava sentindo dor. A minha calça estava completamente rasgada, mas a jaqueta estava inteira. Num certo momento vieram tirar a minha jaqueta, mas ainda não tinha feito raio-x e quiseram corta-la pra tirar. Ah, eu não deixei. Minha calça que eu mais gostava ja era, o meu único tênis decente também. Minha perna estava em pedaços, a minha jaqueta ia continuar inteira!! Ainda bem que os braços da jaqueta são presos com zíperes, e aí eu consegui salvá-la.
Fiz uma porção de raios-x, e toca passar da maca pra mesa de raio-x, e depois de volta! Saio da sala de raio-x, passam-se alguns minutos e entra um médico agitado e xingando todo mundo, pois os raio-x não estavam como deveriam estar, ele mesmo iria refazê-los! E vamos pra mesa de raio-x de novo...
Depois disso eu não me lembro muito claramente das coisas, acho que me deram anestésico e sedativo...Me lembro de entrar na sala de cirurgia, e depois da sala de recuperação, e então o quarto! Nisso eram 4:30 da manhã.
Quando acordei que eu consegui examinar o que tinha sido feito na minha perna, e confesso que fiquei bem feliz com o que vi. Apesar de estar inchada, torta e com uma porção de ferros, ela ainda estava lá!!
Com as horas, e depois os dias passando, eu fui me dando conta de que realmente minha vida estava mudada, e para sempre. Eu ainda não sabia quais seriam as consequências de tudo isso, mas sabia que nunca mais seria o mesmo. Eu percebi que nunca tinha estado tão perto da morte quanto naquele acidente. Ainda não estava tudo acabado, nas primeiras 48 horas era alto o risco de Embolia Gordurosa (com o rompimento de vasos e ossos grandes, como o fêmur e tíbia, há mistura a medula óssea com sangue, que é levado ao pulmão e, se o atravessar, chega ao cérebro, rim e coração, obstruindo os vasos capilares), que pode levar ao coma e até a morte. O risco de infecção também era considerado, devido à exposição dos ossos fraturados ao meio externo. Eu realmente sou um cara de sorte. Nada disso aconteceu.
As visitas vieram, foi tanta gente que eu nem posso citar nomes, pois corro o risco de esquecer alguém. E os recados, e os pensamentos. A minha família sempre lá. A cada cirurgia, cada horário de visitas. O apoio dela foi fundamental, e ainda está sendo!
No início eu nem sabia se podia fazer algum plano para o futuro, pois não tinha certeza de quanto tempo iria ficar internado, e nem qual seria o tratamento para a minha perna. Não sabia nem qual era o tamanho do problema, na verdade!
Os médicos e enfermeiros sempre muito atenciosos, o atendimento e competência de quem trabalha na Unesp estão muito bons!
Agora, em casa eu vejo tudo isso que já passou, e vi o quanto realmente a minha vida já mudou.
Como eu já disse em postagens anteriores, em momentos como esse percebemos como são de grande valor os pequenos gestos, os pequenos detalhes.
Como já disse Renato Russo: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã..."
Percebi como sou frágil. Como a vida é efêmera. Que devo ter planos traçados, e não devo deixa-los para depois. Que talvez eu tenha que mudá-los, talvez até completamente, mas não devo deixar de tê-los, nunca! Que devo estar sempre pronto para tudo. Que devo ser forte e humilde ao mesmo tempo, e me superar a cada dia, pois os desafios surgem quando menos eu esperar!