segunda-feira, 20 de junho de 2011

planos, de repente

Quais são seus planos para hoje a noite? E amanhã? E para o próximo final de semana, as próximas férias, para o resto do ano, para o resto da sua vida?
Todos temos esse tipo de planos. Senão como planos pelo menos como intenção, ou vontade.
E geralmente pensamos que temos pleno controle sobre o que acontece na nossa vida, achando que os nossos planos estão sempre prontos a serem realizados, a qualquer hora.
Você já parou para fazer (ou refazer) os seus planos?
Quantas vezes você já adiou os seus planos, por julgar que ainda havia muito tempo, e que eles poderiam ser deixados para depois?
Mas a vida, a vida é uma caixinha de surpresas, não é?
Eu, naquela segunda feira, dia 4 de abril, tinha os meus planos, e acreditava ser dono do meu destino.
Mas... De repente...

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

(De Repente - Vinícius de Morais)

(a ser continuado)

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